laenderseiten 07

Treinamento em Tanu

Treinamento em Tanu

Fundação Hear the World apóia Programa de Treinamento.
» Saiba mais


Notícias

Notícias

Senado lança campanha de divulgação do Teste da Orelhinha com parceria da ABA
» Saiba mais

Embaixadores

Embaixadores

Ana Maria Braga
» Saiba mais

Som da semana

Som da semana

Ouça o que seus olhos podem ver. 
» Clique aqui

Downloads

Embaixadores

Faça o Download dos papéis de parede Hear the World para seu computador.
» PC» Mac

Teste da orelhinha passa a ser obrigatório

26/10/2009

Todas as crianças nascidas nas maternidades de Natal têm direito ao teste, que detecta doenças auditivas
Por Erta Souza

Agora é obrigatório: todas as crianças nascidas nas maternidades de Natal têm direito a Triagem Auditiva Neonatal ou, simplesmente teste da orelhinha. O exame possibilita que sejam detectados diversos problemas auditivos nos recém nascidos ou que possam ocorrer no futuro, porém deve ser feito até o terceiro mês de vida do bebê. A realização do teste foi instituída através do Decreto nº 8.896/09 que regulamentou a Lei nº 5.685/05.

De acordo com a secretária de Saúde de Natal, Ana Tânia Sampaio, a obrigatoriedade do exame só confirma a preocupação do município com as crianças. "O teste já é realizado em nossas maternidades há algum tempo porque entendemos que a prevenção é o melhor remédio para minimizar possíveis consequências dessas doenças ", afirma.

Atualmente, apenas a Unidade Materno-infantil das Quintas oferece o exame porque o aparelho do Hospital Leide Moraes está quebrado e a Unidade de Felipe Camarão continua interditada pelo Conselho Regional de Medicina (Cremern). "Já entramos em contato com a assistência técnica para que o conserto do aparelho possa ocorrer o mais rápido possível. A orientação é que as mães que deram a luz na maternidade aguardem o contato dos agentes de saúde para realizar o teste logo que o aparelho estiver consertado", disse.


48 horas

A fonoaudióloga Heber de Melo Ramalho disse que o exame está sendo realizado nas Quintas em até 48 horas após o nascimento. Ela alerta que alguns fatores de risco que também podem acarretar a deficiência auditiva parcial ou total, mas que não são perceptíveis durante o exame. "A criança que tiver algum familiar com problemas auditivos podem apresentar alguma deficiência no futuro. As mães que tiveram sífilis, rubéola ou usaram drogas durante a gestação também podem contribuir para o aparecimento de algum tipo de deficiência", explica.

A unidade das Quintas realiza uma média de 210 testes por mês. A Maternidade Leide Moraes registra cerca de 300. "Desse número 20% são encaminhados para o Suvag que é centro de referência em deficiência auditiva. Essas crianças são acompanhados por fonoaudiólogos", disse. Na rede privada o exame custa em média R$ 70, por isso muitas mães procuraram a rede municipal de saúde para garantir o direito do bebê.

Mãe de outros três filhos, Dalva Silva de Oliveira, 40, deu a luz a pequena Renata Oliveira e aprovou a iniciativa da prefeitura. "Esse exame não era feito antigamente. Acho muito importante porque meu irmão tem problema auditivo e assim podemos verificar se ela tem ou vai desenvolver alguma doença", declarou a mãe.

tanu noticia 02

Exame, que é oferecido na Unidade Materno Infantil do bairro das Quintas, pode ser feito até dois dias após nascimento.

Foto: Frankie Marcone/DN/D.A Press