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Iniciativa do Hear the World no Brasil orienta professores a identificarem perda auditiva em alunos.
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Dados Importantes
- O Brasil tem uma população de 190 milhões de pessoas, 3 milhões de recém nascidos todo ano. Estima-se que a cada 1.000 nascimentos, 1 a 3 crianças nascem com algum comprometimento auditivo;
- Na América Latina, o Brasil é o país mais avançado nessa área, mas somente cerca de 5% dos recém-nascidos se beneficiam com a TAN. Segundo o Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal (GATANU, 2005) em 1998 existiam apenas 5 programas de triagem auditiva neonatal no Brasil, sendo que este número subiu para 237 em 2005. Estima-se a existência de cerca de 5000 hospitais e maternidades nos dias de hoje;
- No Brasil, a primeira recomendação que sugere a realização da triagem auditiva em recém-nascidos na maternidade foi do Fórum Audição na Criança, em 1995, durante o X Encontro Internacional de Audiologia;
- Em 1998 pode-se observar o início de um movimento favorável a TAN, com o surgimento do GATANU, sendo em seguida publicadas recomendações pelas seguintes organizações: Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância (CBPAI, 1999); Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBORL, 2000); Força Tarefa para Prevenção de Deficiência Auditiva na Infância da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2001); Força Tarefa para Prevenção de Deficiência Auditiva na Infância, com a participação das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia (SBP, SBORL e SBFa, 2002)
- O Ministério da Saúde recomendou a implantação gradativa da TAN, priorizando-se o recém-nascido de maior risco, e sempre com disponibilidade para medidas de diagnóstico e terapêutica após esta ação, na Programação Pactuada e Integrada da Assistência à Saúde (PPI – Pactos pela Saúde, 2006). A versão 2007 da Caderneta de Saúde da Criança tem espaço específico para a anotação dos resultados da triagem auditiva neonatal.
- Nos EUA o movimento a favor da triagem auditiva neonatal foi fortalecido com a recomendação da TAN em 1993 pelo National Institutes of Health (1993). Em 2005, 91,5% dos recém-nascidos americanos realizavam a TAN segundo inquérito do Central for Deseases Control (CDC, 2004). Atualmente estima-se que 95% dos recém nascidos são submetidos a TAN nos EUA (NHS,2006)
- Na Europa, o European Consensus de 1998 recomendou a triagem auditiva neonatal. Em 2004 o International Working Group on Childhood Hearing mostra as iniciativas da TAN nos seguintes países: Áustria, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Inglaterra, França, Alemanha, Hungria, Irã, Irlanda, Israel, Itália, Lituânia, Malta, Holanda, Noruega, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul, Espanha e Suécia. Em 2005 um novo inquérito foi realizado com a adesão de novos países. Atualmente a Inglaterra e a Polônia são exemplos de desenvolvimento rápido e eficiente da TAN.
- Atualmente as evidências apontam para o fato da TAN diminuir significativamente a idade na qual o diagnóstico das perdas auditivas é realizado, sendo que um programa implantado de forma adequada pode propiciar o início da intervenção antes dos 6 meses de vida, com resultados importantes para o desenvolvimento da criança deficiente auditiva.



