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Informações sobre o diagnóstico
O objetivo dos programas de triagem auditiva neonatal é possibilitar que o diagnóstico da perda auditiva possa ser realizado o mais cedo possível.
Os programas de TAN pretendem identificar bebês com alteração auditiva no primeiro mês de vida para que o processo diagnóstico possa ser concluído até os três meses e desta forma a criança possa receber os aparelhos auditivos nos primeiros meses de vida.
Todo este processo é pensado para que a intervenção ocorra durante o primeiro ano de vida da criança, época crucial para o processo de maturação neurológica.
As avaliações que compõem o processo diagnóstico são Timpanometria, Emissões Otoacústicas, Potencial Evocado Auditivos de Tronco Encefálico e Avaliação Comportamental (audiometria por meio da utilização de reforço visual ou audiometria lúdica). A seguir apresentaremos uma breve descrição de cada uma delas:
1) Timpanometria
É um procedimento que permite a avaliação das condições da orelha média e externa. Não é uma avaliação que permite informação sobre os níveis mínimos de audição, mas sim sobre as condições da orelha média para que os resultados das demais avaliações não sejam por ela afetados
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2) Emissões Otoacústicas
Trata-se do mesmo procedimento adotado na TAN. No processo de diagnóstico, o registro das emissões otoacústicas pode ser realizado com estímulos diferentes – estímulo transiente e produto de distorção - a fim de prover maiores informações sobre o funcionamento da audição.A criança deverá estar dormindo ou muito tranqüila para que o exame possa ser realizado
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3) Potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE)
É a avaliação que permite a informação sobre a sincronia neural para condução do estímulo sonoro pela via auditiva periférica. Podem ser utilizados os estímulos clique ou tons filtrados (tone burst ou tone pipe). O clique garante a informação sobre a sincronia das fibras auditivas e seu espectro promove a informação da banda de freqüência entre 1K e 4KHZ. A utilização dos estímulos tone burst ou tone pipe garante a informação dos níveis mínimos de resposta para os estímulos sonoros conduzidos pela via auditiva periférica por especificidade de freqüência.
Apesar de nos fornecer uma série de informações e de ser uma avaliação que não depende da colaboração da criança, vale ressaltar que tanto os potenciais evocados auditivos quanto demais avaliações objetivas não promovem sozinhas o diagnóstico audiológico de crianças pequenas. É o conjunto dos resultados obtidos em todas as avaliações que possibilita dizer da audição destes sujeitos.
Para que seja realizado, o bebê também deve estar dormindo. No caso de crianças maiores, pode ser necessário o uso de sedação.
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4) Potencial evocado auditivo de estado estável
É uma avaliação eletrofisiológica que permite o registro das respostas auditivas por especificidade de freqüência. Sua vantagem está na possibilidade da utilização de múltiplas frequências, que poderá ocorrer de maneira simultânea entre os estímulos de 500Hz, 1KHz, 2KHz e 4KHz, com apresentação unilateral ou bilateral. Isso reduz o tempo de avaliação se compararmos com o registro do PEATE para as mesmas frequências.
Este tipo de registro é possível de ser obtido devido às características do sinal acústico utilizado e o modo de análise da resposta. Como a estimulação deverá ser constante e são utilizados tons modulados, os eletrodos irão captar a resposta para esse estímulo e será realizada uma análise estatística da reprodutibilidade desta resposta ao longo dos períodos de estimulação, Também é realizada a comparação da amplitude do sinal da resposta com o ruído da atividade elétrica cerebral.
Vale ressaltar que este procedimento não substitui nenhuma das avaliações aqui já mencionadas. É um exame complementar na bateria de testes disponíveis. A sua maior vantagem está na possibilidade do uso desta informação para a prescrição das características de ganho e saída dos aparelhos, principalmente com o DSL [i/o] v5.0, na obtenção dos níveis mínimos de resposta por especificidade de freqüência e, ainda, na possibilidade da sua utilização em campo livre com os aparelhos de amplificação
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5) Audiometria com auxílio do reforço visual (VRA)
À medida que a criança se desenvolve é possível a realização de avaliações que demandam a colaboração da criança para obtermos dados sobre o funcionamento da audição. Por volta dos 6 meses de idade é possível a obtenção das respostas por meio da audiometria com auxílio do reforço visual. É por meio deste exame que avaliamos o comportamento da criança para diferentes sons calibrados, procurando o limiar, ou seja, a resposta para o som mais fraco.
Trata-se de uma técnica de avaliação subjetiva, uma vez que depende da resposta da criança. É um exame extremamente importante, que permite a investigação do uso da informação auditiva pela criança, e gera informações essenciais para o processo de seleção e adaptação dos aparelhos auditivos.
Breve informativo sobre a evolução e desenvolvimento da audição.
Você sabia que a audição é o primeiro dos sentidos desenvolvido por nós, humanos? É também o responsável pela habilidade do desenvolvimento da comunicação, o que nos torna diferenciados e em constante contato com aquilo que acontece no mundo. Além disso, é o sentido que permite o contato com as pessoas que estão ao nosso lado.Acompanhar o desenvolvimento desta função é importante para que possamos prevenir qualquer problema que possa interferir no desenvolvimento da comunicação. A seguir você deverá encontrar algumas dicas sobre
Desenvolvimento de audição e linguagem:
Do nascimento aos 3 meses de idade o bebê:
- Se acalma ao ouvir a voz da mãe
- Reage para sons fortes, se assusta, pisca os olhos, pára de sugar se estiver mamando, chora e corda com barulhos
- Emite sons fracos e gorgeia quando está acordado
Já dos 3 aos 6 meses...
- Procura com os olhos sons a sua volta ou
- Vira a cabeça em direção ao som
- Começa a balbuciar, ou seja, emite sons como PA, ga, ma, oohh
- Reage de forma diferente quando há uma mudança na tonalidade da voz da mãe
Dos 6 aos 9 meses....
- Responde para o próprio nome quando chamado
- Esntende palavras simples como não, tchau, dá
- Balbucia “BA BA BA” ou ”da da da”
Dos 9 meses até o primeiro ano ele deve:
- Responder para sons fortes e fracos
- Repetir palavras simples e imitar sons dos animais (au au, miau)
- Apontar para seus brinquedos e alimentos favoritos quando solicitado
A partir dos 12 até os 18 meses de idade ele já...
- Usa cerca de 10 palavras ou mais para comunicar
- Atende a ordens simples como “dá tchau”, “pegue a bola”, etc.
- Aponta para pessoas, partes do corpo e brinquedos, quando solicitado
- “Dança” com músicas
A partir dos 18 até os 24 meses...
- Usa 20 palavras ou mais
- Combina duas ou mais palavras “Qué suco”, “dá bola”, “tchau au au”
- Presta atenção em histórias e músicas simples
- 2 a 3 anos de idade
- Usa sentenças com 2-3 palavras
Aos 2 anos, é possível compreender às vezes o que a criança fala (25-50%)
Aos 3 anos, é possível compreender quase tudo o que a criança fala (50-75%)



